BIG BANG
O rio guarda as águas que o céu transborda. Leva-as por terras e montes e vales até ao monstro que tudo reúne e mistura em ondas de azuis e vermelho onde tem início a vida.
Entre nuvens e sol e ventos eis os animais semi-ocultos pelo arvoredo confundidos com a verde vegetação e demais coisas que inventaram. E o todo é unificado por invisíveis sons como se de um poema muito simples se tratasse. Na minha errância por estes lugares ia apanhando pequenos grãos de prata perdidos no acaso dos caminhos. Por não sei que mistério quiseram unir-se. E como se tal não bastasse formaram imagens que parecem não sei que Big Bang.
José M. Rodrigues 2006